segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Redes sociais atraem interesse de empresas

Saiu hoje uma reportagem no valor econômico sobre um estudo desenvolvido pela In Press Porter Novelli e pela empresa de análise de mídia E.Life que constatou que há espaço em todas as redes sociais para desenvolver estratégias de marketing. Mas as relações com os consumidores precisam ser estabelecidas de maneiras diferenciadas em cada uma delas. A pesquisa foi feita com 1.277 internautas que escrevem com frequência nas redes, estão entre os ‘blogueiros’ e ‘twitteiros’ de maior audiência na internet brasileira e, em 2008, comentaram sobre produtos e serviços nesses sites.
Diferentes motivações levam um internauta a adotar uma rede social para interagir. De acordo com o levantamento, 69,4% dos usuários acessam o Twitter para ler notícias e 64,6%, para divulgar conteúdo. No Orkut, manter o contato com amigos e familiares é a principal motivação para 86% dos internautas; a busca por informações nessa rede é prioridade para 20% dos entrevistados. O YouTube é fonte de entretenimento para 89,6% dos internautas. E os blogs são utilizados sobretudo para a divulgação de conteúdos, de acordo do 86,1% dos usuários; 42% do total também veem nos blogs uma fonte de informação.
Entre os entrevistados, 47% gastam mais de 40 horas por semana navegando em redes sociais. Usuários de 19 a 25 anos de idade representam 37,4% do total e aqueles com 26 a 35 anos, 36,3% da amostra. A renda média de 42,7% dos internautas supera R$ 4.151 por mês e 51% possuem curso superior completo ou pós-graduação.
As redes mais acessadas por essas pessoas são o Twitter (68%), Orkut (63,1%), YouTube (28,7%), Blogger e Blogspot (25,9%). Ainda conforme o estudo, 90,1% dos usuários entrevistados usam a internet para pesquisar sobre produtos e serviços antes da compra; 79,3% fazem compras em sites e 42,9% recomendam o produtos e serviços nas redes sociais. As críticas são inseridas em todos as redes. No Twitter, 27,8% dos internautas criticaram marcas; o percentual de consumidores reclamantes foi menor nos blogs (15,1%), no Orkut (15%) e no YouTube (6,9%). “O estudo mostrou que 29,3% dos internautas usam as redes para pesquisar produtos. Elas não são só um canal de reclamação, são também um meio para prospectar clientes, para saber o que um concorrente faz, para reverter uma imagem arranhada”, afirma o presidente da E.Life, Alessandro Barbosa Lima.
Para interagir, as empresas precisam adaptar a linguagem ao perfil de cada rede social, observa Lima. O diretor da In Press, Hugo Godinho, afirma que o interesse em ’seduzir’ os consumidores nesses sites tem levado empresas a contratar um novo tipo de profissional: o relações públicas online, profissional que tem como tarefa acessar as redes, relacionar-se com os internautas e elaborar estratégias de comunicação para esse público. “As companhias mantêm a preocupação com o pós-venda, mas também passam a dar mais importância para o marketing pré-venda”, diz.
Ele observa ainda que, além das relações com os consumidores, as companhias também procuram blogueiros para veicular peças publicitárias ou inserir links patrocinados. Conforme a pesquisa, 17,1% dos usuários de blogs foram procurados para inserção de publicidade e 86% desse total aceitou a inserção de anúncios pagos. Entre aqueles que não foram procurados, 80,9% afirmaram que aceitariam esse tipo de intervenção em seus blogs. O estudo revelou ainda que os usuários não deixaram de utilizar meios de comunicação tradicionais. Pela pesquisa, pelo menos uma vez por semana, 85,6% dos internautas assistem a TV aberta; 77,3% leem revistas, 74,2% leem jornais, 72,2% ouvem rádio e 70,2% veem TV a cabo.
Fonte: Valor Econômico – 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Nos EUA, 33% farão compras de Natal on-line no trabalho

da Reuters, em Nova York

Parte dos norte-americanos planeja fazer compras on-line enquanto estão no trabalho neste Natal. Segundo informou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (24), 33% pretendem usar a internet para compra de presentes do fim de ano.

Eles devem tomar cuidado, no entanto, uma vez que 20% dos empregadores já demitiram pessoas por atividades não-relacionadas ao expediente, e 5% demitiram por compras de Natal on-line no trabalho, segundo o estudo da CareerBuilder.com, um site de empregos.

Parte dos americanos planeja fazer compras enquanto estão no trabalho neste Natal
O número de trabalhadores que planejam fazer suas compras on-line durante o trabalho foi de 32%, um aumento em relação aos 29% do ano passado, conforme a pesquisa, que entrevistou mais de 3.100 empregadores e 4.700 trabalhadores nos Estados Unidos.

Mais da metade deles --58%-- afirmam que usam a internet para realizar atividades não-relacionadas ao trabalho enquanto estão no trabalho, e 21% normalmente ficam uma hora ou mais na internet para uso pessoal durante o expediente, de acordo com o estudo.

"Embora empregadores levem em conta o desempenho de seus funcionários como um todo, um quadro de funcionários pequeno e uma alta demanda por produtividade pode fazer com que prestem mais atenção no tempo que seus funcionários gastam com atividades não-relacionadas ao trabalho", disse a presidente de recursos humanos da CareerBuilder, Rosemary Haefner.

Três em cada cinco pessoas que trabalham em tempo integral têm perfis em redes sociais, e metade delas afirmam que passam tempo na Web durante o expediente, e 11% gastam uma hora ou mais com isso, segundo a pesquisa.

Entre empregadores, 16% afirmam monitorar os perfis de seus funcionários em redes sociais e 14% dizem que monitoram blogs. Além disso, 12% afirmam monitorar e-mails e 16%, mensagens instantâneas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O metro quadrado mais valioso do marketing

Conquistar um espaço na tela do computador ou do celular do consumidor é ocupar hoje talvez o lugar o mais valioso que existe para uma marca.

Por George Stein

Onde fica o metro quadrado mais caro do mundo? Se você disse Mônaco, acertou na mosca. Mônaco, seguido de Londres e Nova York (Manhattan), possuem os espaços mais valorizados do planeta. Ser dono mesmo que seja de uma kitinete nesses locais representa a conquista de um pedaço de terra cobiçado por muitos e alcançado por poucos.

Pegando a trena e medindo um paralelo entre o mercado imobiliário e o mundo do marketing, existe também um lugar cada dia mais desejado pelas marcas, difícil de conquistar e de extremo valor: o desktop do consumidor, seja do seu computador ou do seu celular.

Colocar uma marca lá através de um simples aplicativo representa todo um trabalho de comunicação feito com inteligência, afinal ninguém obriga ninguém a instalar nada. Não é algo imposto como um comercial durante seu programa preferido, um anúncio no meio da sua revista semanal ou um banner no meio do site de notícias.

Muito pelo contrário. É o próprio consumidor que deseja a marca morando ali. Fazer com que ele disponha de tempo e vontade para fazer o download e instalar seja lá o que for, representa que a marca foi além de conquistar um espaço na sua mente. Ela conquistou um lugar no aparelho que hoje o acompanha boa parte do dia, para não dizer 24 horas.

Muitas marcas já brigaram e brigam todos os dias para ocupar o meu “Mônaco” de 15 polegadas ou ainda os poucos centímetros quadrados do meu iPhone.

Conquistaram seu espaço a Red Bull, com um aplicativo que mede a carga da bateria; a Absolut, com suas receitas originais; a Revista Trip, com suas interessantes matérias; e a Audi, com seu divertido joguinho, entre outras. Qual foi o segredo para elas estarem ali? Nenhum, a não ser criatividade, identificação e relevância. De uma forma ou de outra, o que essas marcas fazem ou comunicam tem algo que combina comigo.

Obviamente, uma marca famosa e consagrada leva vantagem na hora de ocupar um desktop. Afinal, ela já faz um trabalho de longa data para criar consumidores identificados com sua mensagem e dispostos a carregar parte disso consigo. Mas para marcas não tão top of mind isso não é impossível, pois como eu falei, se for relevante ou provocar algum tipo de identificação, tem chance de ocupar um pedacinho de terra. Quer dizer, de tela.

Um bom corretor, ou melhor, um bom publicitário, vai cada vez mais entender e encontrar essa relevância, o reason why pelo qual o consumidor teria vontade de colocar uma marca ocupando o espaço restrito do seu monitor. Pode ser algo totalmente útil, como matérias jornalísticas atualizadas, ou totalmente inútil, como uma medidor de bateria na forma de latinha.

No meu monitor, os terrenos estão praticamente todos ocupados. Mas, é claro, sempre vai ter espaço para boas ideias.

[Webinsider]